O espacinho da Lyra

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Alma que não se vence... por mais quedas que possa dar


Mais um desassossego na minha alma...
a irritabilidade de voltar ao mesmo ponto de partida, destroí-me a alma...
aniquila a força de querer superar mais um "tormento".

Apetece-me curtir a queda...
... deixar-me levar pela adrenalina de cair num mundo sem fim... sem chão!
Teimo em ter um dedo que "escolhe" o caminho menos correcto.

Começo a perceber que isto tudo quer dizer...
As quedas não cessantes,
As forças a esgotarem-se,
O coração mais uma vez "partido"...
Mais um pedaço de mim que se foi... e não se notou...

Dou por mim a rever as histórias mais que revividas,
E cair no Mundo de sempre...

O que é mais engraçado é a chama da esperança...
O acreditar que existe sempre um para-quedas de segurança,
que não me vai deixar magoar... assim persiste...

Um relógio que marca a hora de um novo começo
Não pára de me incomodar!!!!
Revivo tudo em poucos segundos.... e...
... nasce a força de querer recomeçar!

Subo outra vez?
Não...
Para já não!

Planeio assim a subida íngreme me que me espera...
Cresce a força de acreditar que nunca será tarde demais para amar...
O sonho?! Esse não existe...
Existe apenas a vaga ideia de existir.

Acredito sim, na possibilidade de alcançar uma nova etapa...
Renascer das cinzas e ver a Luz.
A luz que ilumina e aquece a alma.
Alma que não se vence... por mais quedas que possa dar.
Tem a sua própria essência...
Anseia pela adrenalina de uma nova subida...
Chegar ao topo e gritar...

"CHEGUEI!!! Venha outra história, que eu quero recomeçar..."


3 Comentários:

  • Às 9:31 a.m. , Blogger milhafre disse...

    mais um texto com a profundidade e a expontaneadade que te são próprias, como se soubesses que se sente porque se existe e se existe porque se sente, como se dar de beber ao sonho fosse uma condição essencial a vida, tão irrefutavel como o próprio ar.
    como te disse na mensagem que te enviei entendo muito bem o que sentes, essa sensação de queda...
    também eu me sinto assim... sonhasse, constroem-se enredos, desafiamos os nossos limites para darmos ao outrem... sermos com o outrem os personagens principais do nosso papel, tentamos refazer-nos com esse tudo ou nada que é nosso, com esse qualquer bem querer que é externo a nós mas que nos é tudo...
    com esse grito.
    damos-nos...
    entregamos-nos....
    e se não dá certo ..
    falta-nos uma metade qualquer de nós que arrancamos a nós próprios porque nos demos...
    damos-nos,sonhamos... como tu dizes existimos ainda que vagamente e um dia, quando o sonho se tornar real... talvez porque merecemos... recuperados das quedas, cicatrizados das dores,iremos tornar a levantar-nos.. e quem sabe... prontos como nunca por essas mesmas dores iremos abraçar alguem, beijar alguem, como se toda a caminhada até ai tivesse feito sentido.
    Talvez faça..
    espero que faça...
    mereces

     
  • Às 3:40 p.m. , Blogger milhafre disse...

    sonha...

    sonha luz
    com ternos poemas
    sonhos perfumados
    navios de papel
    poetas enfeitiçados
    teatrinhos de cordel

    sonha ...
    com poetas e fadas
    guardadores de sonhos
    anjos e cupídos
    amores profundos
    palhaços e risos

    sonha....
    com príncipes e fadas
    guardadores de sonhos
    duendes e ogres
    com aventureiros
    e aventuras sem fim

    sonha...
    com a estrela lá do alto
    lembrança deixada por mim
    só para te lembrar que és luz
    de um poema assim....
    nana bem

     
  • Às 11:45 a.m. , Blogger milhafre disse...

    ca estou eu outra vez...
    porque as vezes ficamos ligados a algo como se fossemos parte do mesmo vento, do mesmo grito e as palavras adquirem um significado transcendente como que num código secreto de sonhos e sentimentos.
    também é bom ler-te, bom falar contigo, gosto da forma sempre positiva com que encaras a vida e animas os outros.
    é maravilhoso ir partilhando contigo o dia a dia.
    sempre que quiseres companhia para uma aventura avisa...
    sem medo de não ter chão
    beijo

    pedro

     

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